quarta-feira, 28 de março de 2018

São 183, 341 ou 391 anos? Afinal há quanto tempo Campos existe?

No dia 28 de Março do ano de 1835 (há 183 anos) era elevada à categoria de Cidade a Vila de São Salvador (Campos). Antes de  comemorarmos é importante entendermos um pouco mais sobre a história da cidade, que vem bem antes deste período.

As terras dos índios goitacases começaram a ser colonizadas pelos portugueses em 1627, com a chegada dos "sete capitães". Pertenceu à capitania de São Tomé e se tornou, cinquenta anos depois, no dia 29 de maio, a vila de São Salvador dos Campos. Foi elevada à categoria de cidade em 28 de março de 1835.
A Carta de Lei, elevando a Vila de São Salvador de Campos à categoria de Cidade dizia:
"Joaquim José Rodrigues Torres, Presidente da Província do Rio de Janeiro – Faço saber a todos os seus habitantes, que a Assembléia Legislativa Provincial Decretou, e Eu Sancionei a Lei seguinte: Art. 1º - A Vila Real da Praia Grande, Capital da Província do Rio de Janeiro e elevada a categoria de Cidade, com a denominação de Niterói; Art. 2º - Ficam igualmente elevadas a mesma categoria a Vila de São Salvador dos Campos, com a denominação de Cidade de Campos dos Goytacazes e a Vila da Ilha Grande com o nome de Angra dos Reis.

Mando portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteira como nela se contém. O Secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr.

Dado no Palácio do Governo da Província do Rio de Janeiro aos vinte e oito dias do mês de março do ano de mil oitocentos e trinta e cinco, décimo quarto da Independência, e do Império. – Joaquim José Rodrigues Torres”.
A então elevada CIDADE DE CAMPOS DOS GOYTACAZES tinha aproximadamente uma dúzia de ruas estreitas e tortuosas e seis travessas, quase todas sem pavimentação, com grande quantidade de atoleiros, e praticamente sem nenhuma iluminação pública, sendo esta feita por 74 lampiões de azeite de peixe, com alguns solares espalhados pelo Centro e arredores, pertencentes aos ricaços barões e fazendeiros. A parte central da Cidade era somente na única praça, a Praça Principal da Constituição e por quatro largos.

Nesta Praça da Constituição existiam como edifícios principais a Igreja da Matriz; a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens; a Santa Casa de Misericórdia de Campos; a Cadeia (que também era o Paço Municipal e o Fórum); em frente à praça ficava o Porto da Cadeia, e nesta época a Praça não tinha calçamento, tendo esta solicitação sido feita em dezembro de 1839, pelo Vereador José Fernandes Pereira, dizendo que havia dificuldade para o trânsito devido a grande quantidade de atoleiros. Porém este calçamento só se realizou tempos depois. Uma coisa ninguém pode negar. O orgulho de ser Campista e de defender o nome desta terra ainda persiste em várias pessoas que querem bem a esta Cidade de Campos dos Goytacazes, e lutam para preservar sua história de um passado de glórias.
 A história de Campos dos Goytacazes pode ser contada desde meados do século XVI, quando Dom João III doou a Pero Góis da Silveira a capitania de São Tomé, cujo nome, posteriormente, passou a Paraíba do Sul. Com a chegada dos portugueses à região, começou a luta com grupos indígenas da etnia goitacá, porém, não se desenvolveu um processo ocupacional. Em 1627, por ordem da Coroa Portuguesa, a Capitania de São Tomé foi dividida em glebas, doadas a sete capitães portugueses, alguns deles donos de engenho na região da Guanabara, efetivando a ocupação.

Em 1650, foi implantado o primeiro engenho em solo campista. Visconde d'Asseca funda a Vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes, em consequência da construção de uma capela em louvor ao SS. Salvador, em 29 de maio de 1677.
Em 1833, foi criada a Comarca de Campos e, em 28 de março de 1835, a Villa foi elevada à categoria de Cidade com o nome de Campos dos Goytacazes, dando início ao progresso na região.

Portanto além de 182 anos de elevação a categoria de cidade, no dia 28 de março, de 340 anos de elevação a categoria de Vila, no dia 29 de maio, Campos começou a ser colonizada 50 anos antes, em 1627.
Resumindo:
*28 de março (183 anos de elevação a cidade)
*29 de maio (341 anos de fundação da Vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes)
*Campos já tem 391 anos desde o início da ocupação dos portugueses.

Agora sim, comemoremos sabendo o quê, nesta quarta-feira (28/03/2018).
DETALHES DA HISTÓRIA:
A história do município teve início quando as terras dos índios goitacás Guarulhos e Puris começaram a ser colonizadas pelos portugueses no ano de 1627, com a chegada dos “Sete Capitães”. Naquela época, predominava a pecuária, que atendia o mercado do Rio de Janeiro:

Durante a segunda metade do século XVII e a primeira do século XVIII, a região foi sacudida por violentos conflitos pela posse da terra, entre os herdeiros. Pertenceu à capitania de São Tomé e se tornou, cinqüenta anos depois, no dia 29 de maio, a Vila de São Salvador dos Campos, que foi elevada à categoria de Cidade em 28 de março de 1835.
Importantes fatos históricos se deram na cidade, entre eles a partida dos primeiros voluntários para a Guerra do Paraguai, em 28 de janeiro de 1865, pelo vapor "Ceres". Outro momento importante foi o movimento do abolicionismo, que teve seu ponto alto em 17 de julho de 1881, com a fundação da Sociedade Campista Emancipadora, que propagava a luta pela emancipação dos negros.

O jornalista Luis Carlos de Lacerda e José Carlos do Patrocínio, cognominado de o "Tigre da Abolição" foram os maiores expoentes da causa. Porém, Campos foi a última cidade brasileira a aderir a abolição da escravidão. As visitas do imperador D. Pedro II e a luta republicana foram outros marcos da história da cidade.
O surgimento em 1862 da agroindústria açucareira, com a instalação do primeiro engenho em Campos, atualmente menos promissor, dava início ao progresso da região. A primeira usina, construída em 1879, chamou-se Usina Central do Limão. O petróleo foi oficialmente descoberto no Farol de São Tomé, reativando o desenvolvimento da região.
No ano de 1883 D. Pedro II inaugurou na cidade o primeiro serviço público municipal de iluminação, tornando Campos dos Goytacazes à primeira cidade do Brasil e da América Latina a receber iluminação pública elétrica, através de uma termelétrica a vapor acionadora de três dínamos com potência de 52 KW, fornecendo energia para 39 lâmpadas de 2000 velas cada.

Atualmente, Campos dos Goytacazes é o Município litorâneo mais populoso do Brasil, com mais de 500 mil habitantes e o maior Município fluminense em extensão territorial, com área de 4.040,6 quilômetros quadrados. O mar de Campos detém as maiores reservas de gás natural e petróleo do País.
Atualmente, a cidade conta com diversos atrativos e vem se desenvolvendo em diversos setores, como cerâmica, couro, palha e madeira, que são materiais de destaque no artesanato da cidade. Na culinária, além da cachaça e da goiabada cascão, o suspiro e o chuvisco são famosos em toda a região.

Vale destacar também a fundação da primeira sala de cinema de Campos construída pelo Sr. Alamir, conhecida como Cine São José, sendo o prédio trazido da Europa pedra por pedra e reconstruído na cidade, e tendo como primeira exibição o filme Marcelino Pão e Vinho.
Além disso a cidade possui prédios históricos que mostram claramente a sua tradição cultural , como o Palácio da Cultura, que abriga a Biblioteca Pública Municipal, o Museu de Campos dos Goytacazes, que encontra-se em reforma, o Museu Olavo Cardoso e a Casa de Cultura Villa Maria.

sábado, 11 de novembro de 2017

Rádio Record Campos, antiga Rádio Cultura, completa 83 anos neste sábado


Neste sábado (11/11), a Rádio Record Campos, antiga Rádio Cultura, completa 83 anos. Fundada em 11 de novembro de 1934 como Rádio Cultura de Campos pelo médico paulista, da cidade de Limeira, Mário Ferraz Sampaio. Operava tanto em Ondas Curtas como em Ondas Tropicais, que tinha igual ou maior potência.

Em meados da década de 1980 pertencia ao Complexo de Comunicação Alair Ferreira formado três emissoras de rádio e uma emissora de televisão - a TV Norte Fluminense, então afiliada a Rede Globo de Televisão, atual TV Record Norte Fluminense -, pertencentes ao empresário e deputado Alair Ferreira.

Posteriormente passou a pertencer a Igreja Universal do Reino de Deus, tendo a maioria de sua programação formada pelo jornalismo e músicas diversificadas havendo pouco espaço para a programação religiosa. Todavia, no dia 14 de outubro de 2010, ela abandonou sua antiga denominação de Rádio Cultura e passou a se chamar Rádio Record Campos, tendo parte da programação gerada localmente e parte pela Rádio Record de São Paulo.

Possuía uma programação atual, com estilo FM. Tinha uma programação musical com os maiores sucessos do momento, dando maior ênfase ao Sertanejo Universitário, Pagode, Forró, além do Pop Rock nacional e internacional. Embora sua programação fosse em sua maior parte musical, a Rádio contava ainda com flash's ao vivo durante a programação com seus repórteres falando dos mais diversos pontos da cidade.

Contava com duas edições do " Jornal da Record", uma no início da manhã, e outra no fim da tarde. Havia Também o programa esportivo " Esporte Record" de segunda á sexta ao meio dia. Aos sábados o programa " Revista Record" que abordava os mais variados temas cotidianos. Sua programação ao vivo ia de segunda á sábado das 5h até meia noite. A madrugada era ocupada pela programação da Igreja Universal do Reino de Deus. Aos domingos sua programação era totalmente gravada, exceto quando houver transmissões da equipe esportiva, comandada por Clóvis Bernardes e Cacau Borges.

Em 14 de março de 2016 teve a extinção da sua programação como emissora, limitando-se a condição de repetidora de programas religiosos ligados a Igreja Universal do Reino de Deus, seus funcionários foram dispensados, sob alegação da conjuntura da crise econômica no Brasil que teria tornado inviável financeiramente a manutenção da programação antiga da emissora.

A expectativa é que a emissora, que continua no ar, volte com sua programação independente já migrada para a Frequência modulada (FM), só falta saber a data.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Há 72 anos "Semana Inglesa”, suspendia o trabalho aos sábados, a partir do meio-dia em Campos

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No dia 26 de outubro do ano de 1945 (há 72 anos), foi instituída a “Semana Inglesa”, suspendendo o trabalho aos sábados, a partir do meio-dia em Campos. A expressão semana inglesa  se refere a jornada de trabalho de oito horas de segunda a sexta-feira e de quatro horas pela manhã do dia de sábado havendo, portanto, descanso no período do sábado à tarde e o dia de domingo, totalizando 44 horas semanais de trabalho.

A expressão semana inglesa era utilizada pelos movimentos sindicais para identificar a proibição do trabalho nos sábados à tarde, nos dia de domingos e feriados, principalmente nos movimentos dos trabalhadores do comércio e da indústria. Os estabelecimentos comerciais e industriais não deveriam trabalhar no período da tarde de sábado e respeitar o descanso de domingos e feriados.

Esses movimentos sindicais existiam em razão da nossa legislação trabalhista manter a jornada semanal de 48 horas e de 240 horas mensais. Os efeitos vieram por ocasião da Constituição de 1988 que reduziu a jornada semanal para 44 horas e a mensal para 220 horas.

É permitido por acordo escrito que ocorra a compensação de jornada ampliando as horas trabalhadas durante a semana de segunda a sexta-feira para suprimir o trabalho no dia de sábado. É comum que se acresça na jornada de trabalho 01 hora de segunda a quinta-feira, para compensar as quatro horas do dia de sábado.  Nesta hipótese, temos a semana americana, ou seja, a semana de trabalho que, compensando semanalmente o acréscimo da duração diária norma do trabalho em outros dias, excluí o trabalho aos sábados, sem prejuízo do descanso aos domingos.

Agora, vários segmentos sindicais vêm levantando bandeira para redução da jornada semanal para 40 horas, a exemplo do que ocorre em vários países Europeus.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Há 162 anos, cólera matava centenas de pessoas em Campos

Vítimas da epidemia de Cólera passaram a ser sepultadas no Cemitério do Caju
No dia 26 de outubro de 1855 (há 162 anos), as vítimas da epidemia de Cólera passaram a ser sepultadas no Cemitério Público (hoje Cemitério do Caju), pois os cemitérios das igrejas e o do Quimbira (hoje Faculdade de Medicina) já não comportavam mais sepultamentos. Até o fim daquele ano morreram 1.349 pessoas na cidade, 444 em Guarus e 42 escravos na Fazenda do Colégio.

CÓLERA MORBO
Em julho de 1855, um intenso surto de cólera morbo tomou conta da cidade do Rio de Janeiro, e após dois meses a situação fica calamitosa, devastando a população, superlotando isolamentos e cemitérios. A doença havia chegado ao porto do Rio de Janeiro, no dia 18, quando o navio Imperatriz, aportara com passageiros e tripulantes contaminados pela doença; para atendê-los o governo adquiriu um prédio em Jurujuba, num sítio chamado Várzea, nascendo aí o Lazareto da Várzea, que após uma década de serviços prestados, junto com o Sanatório Jurujuba, foi cedido ao Serviço de Saúde do Exército para receber combatentes da Guerra do Paraguai, no tratamento de doenças infecto-contagiosas.
Atendendo a sugestão da Junta de Higiene, o governo organizou o Lazareto Flutuante, em 1876; um navio especialmente adaptado, com acomodações e instalações necessárias ao isolamento de passageiros vindos de portos suspeitos ( africanos e asiáticos ). Essee navio ficava fundeado a 600 metros do Hospital Marítimo Santa Isabel, e tão logo ficasse constatada a doença, o passageiro era transferido para o hospital de isolamento.
A Europa e a Ásia , em 1886, passavam por um grande surto de cólera, e o governo para prevenir-se, adquiriu a Fazenda dos Dois Rios, na enseada do Abrahão, na Ilha Grande, e adaptou as suas dependências, construindo pavilhões e suprindo todas as necessidades para um hospital de isolamento, nascendo assim o Lazareto da Ilha Grande .
A eclosão da primeira grande epidemia de febre amarela do Rio de Janeiro, a inoperância da Câmara Municipal e a ineficiência dos médicos tradicionais, incitou a criação em 5 de fevereiro de 1850 da Comissão Central de Saúde Pública, composta por membros da Academia Imperial de Medicina, da Faculdade de Medicina e da própria Câmara, que com um plano de supervisão em áreas e em indivíduos contaminados, acabou controlando a doença, e presunçosamente a considerou extinta em setembro de 1850. Nascia uma nova prática na medicina brasileira, a medicina preventiva.
Para a execução da medicina preventiva, criou-se a Junta Central de Higiene Pública, em setembro de 1851, incorporando-se a estes estudos novos elementos, como o contexto urbano, devido a grande concentração de pessoas, o saneamento básico para atender a esta população, a geografia e a economia local, responsável não só pela degeneração da saúde como da moral e bons costumes.
Estudou-se primeiro a geografia da cidade, situada em zona tropical, numa planície baixa e pantanosa entre o mar e as montanhas, o que a tornava úmida e calorenta; em segundo viu-se o aspecto urbano da cidade, tendo como alvo principal as habitações coletivas, onde não haviam canos, escoadouros ou latrinas e havia a maior concentração de parte da população .
“Corpos são enterrados nas igrejas localizadas no centro da cidade: 
animais mortos são encontrados nas ruas, por todos os lados existem monturos, 
cloacas, vasilhas de despejo de urina, currais.
Matadouros, açougues, mercados de peixe, armazéns de carne seca, 
toucinho, queijo, depósitos de azeite de peixe são perigosos, tanto para o ponto de 
vista da integridade dos alimentos como por serem potenciais corruptores de ar.
Fábricas, hospitais e prisões se igualam na ausência de regras higiênicas e 
disciplinares (...) as ruas são estreita e tortuosas, dificultando a renovação do ar e 
a circulação dos veículos, além de serem utilizadas como lugares de despejos de 
lixo. As praias são imundos depósitos de fezes e lixo. As praças são poucas e mal 
cuidadas, sem árvores, cheias de poças e uma cidade devia ser idêntica à relação 
do pulmão com o corpo”. 
( Benchimol , 1992:11}
  
A medicina preventiva pregava, devido a tudo que foi explanado, a remodelação da cidade do Rio de Janeiro; os médicos que participavam destes projetos eram considerados médicos higienistas e praticantes da medicina social, pelo fato de terem poder de influência em diversas instituições do Estado, as reformas clamadas pelos médicos higienistas, compreendiam: a expansão urbana da cidade para os bairros mais distantes, a construção de casas higiênicas, o alargamento e aberturas de ruas e praças, a arborização, a instalação de uma rede de esgoto e água, a manutenção e asseio em mercados e matadouros, a criação de lugares próprios para despejos etc... .
Evolução da mortalidade no Rio de Janeiro, entre 1850-1870.
“Chama logo atenção a mortalidade em 1850, comparada à dos anos 
anteriores. O brusco aumento deveu-se à epidemia de febre amarela (...). O 
aumento rápido da entrada de escravos às vésperas da extinção do tráfico, 
portadores de moléstias como bexigas e desinterias pútridas ( das quais morriam 
as dezenas ) contribuiu também para aumentar a mortalidade daquele ano. A 
oscilação da mortalidade entre 1851 e 1854 pode ser atribuída ainda à febre 
amarela que nunca deixou de agir ( ... )
Em 1855, o Rio de Janeiro foi assolado, pela primeira vez, pela epidemia 
de cólera-morbo com 4.828 vítimas ( ... ). Tornou a cair o número de óbitos em 
1856 ( ... ). A mortalidade manteve sua tendência ascendente entre 1857 e 1860, 
oscilando anualmente em função da violência da febre amarela. Em 1861 e 1864 a 
proporção sofreu uma queda, tornando a elevar em 1865, em virtude de uma 
imensa epidemia de varíola e de outras moléstias decorrentes da aglomeração das 
tropas com destino ao Paraguai. Depois decresceu até 1869, apesar de , em 1867 a 
1868, a cólera-morbo haver grassado novamente.
A mortalidade dos escravos, que regula em mais de um terço da dos libertos 
e livres, tendeu a decrescer sensivelmente nos últimos anos, o que demonstra a 
forte redução dessa população após a extinção o trafico, visto que era muito 
reduzido o número de nascimentos.
A proporção da mortalidade entre os dois sexos é maior nos homens que 
nas mulheres, em função da maior imigração de população masculina e da 
população flutuante típica dos portos comerciais ( ... ).”
Essas idéias emitidas em 1850, cresceram em 1870, tornando-se senso comum nas classes dominantes e nas camadas médias, já formadoras de opinião pública, porém só vieram a serem efetivadas com a reforma de Pereira Passos, em 1903.
As medidas da medicina social , não se limitavam apenas a higienização da sociedade, mas também a normalização da prática médica e a institucionalização das Faculdades de Medicina.

sábado, 21 de outubro de 2017

Sociedade Musical Lira Guarany completa 124 anos neste domingo

Neste domingo (22/10) a Sociedade Musical Lira Guarany completa 124 anos. Fundada em 22 de outubro de 1893, a Associação Musical Lira Guarany pertence a uma história que não deve ser esquecida e os momentos importantes da Lira Guarany na Sociedade Campista.
A Corporação (hoje, Associação) Musical Lira Guarany completa 124 anos de existência. No dia 22 de Outubro de 1909 o Jornal Monitor Campista publicava a seguinte programação:
"C.M. Lyra Guarany – A distinta Corporação Musical Lira Guarany, comemora hoje, dia 22 de outubro, o seu XVI aniversário de fundação pela forma seguinte:
A banda tocará alvorada; ás 4 horas da tarde e será inaugurado o seu novo custoso uniforme; retreta no coreto ao lado do edifício social e á noite passeata; inauguração de seu edifício e sessão de posse da nova diretoria.
Amanhã, a Lira Guarany irá receber na Estação do Saco a sua colega Nova Aurora de Macaé, que vem tomar parte nos festejos; á tarde, até ás 10 horas da noite, festa no Teatro "Paris em Campos" e á noite grande baile nos salões da sociedade.
No dia 24, domingo, haverá missa na Matriz de S. Salvador e procissão á tarde". 
O nome da corporação musical surgiu após discussões para sua formação em 1893 e o nome foi uma homenagem a Carlos Gomes, autor da ´ópera O Guarany e ao escritor José de Alencar, que escrevera um romance homônimo. Sua primeira formação ocorreu com músicos da Orquestra Carlos Gomes e a Lyra Plutônica, tendo como primeiro presidente o Sr. Joaquim Alexandre da Silva.
Em 1896 a diretoria conseguiu um terreno na rua 13 de Maio, onde está até hoje, tendo ali construído sua sede própria. Em 1967, já com o prédio em ruínas, a diretoria, tendo na presidência Willes Bolckau, decidiu derrubar o prédio para a construção de um novo. Após 18 anos de muito esforço e sacrifício, segundo Ézio Amaral, com material doado e mutirões para sua construção, surge o majestoso edifício da Lira. Willes permaneceu à frente da entidade por 21 anos. Em 2010 foi eleito presidente o suboficial Bombeiro Militar e músico Ézio Ribeiro do Amaral.
Patrimônio de Campos, formadora de centenas de músicos, com um excelente elenco de músicos, sendo muitos jovens que frequentam a escola que, com todas as dificuldades, a Lira mantém, a Associação Musical Lira Guarany festeja seus 124 anos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Hipódromo Lineu de Paula Machado, em meio a justiça, completa 60 anos nesta sexta-feira


No dia 20 de outubro de 1957 (há 60 anos), foi inaugurado o Hipódromo Lineu de Paula Machado, que fica no Bairro do Jockey Clube de Campos. O Hipódromo é a expressão em concreto de idealismo da personalidade de Arthur Cardoso Filho. Obra que não teve nada de governo, nem um centavo, reatando a linha antiga dos velhos barões, dos campistas do século retrasado.
Hoje uma disputa entre os empresários que compraram a área e a presidência do Jóquei Clube para conseguir restituir o terreno continua nos tribunais. A verdade é que atividade tradicional das corridas de cavalo não ocorrem mais.
Arthur Cardoso Filho, foi um descendente direto, um herdeiro espiritual daqueles campistas do século passado, quando Campos, esbanjava potencialidade na Velha Província, e no Império. Sucessor em linha direta daqueles barões da fidalguia rural, homens orgulhosos, muito convictos de sua independência diante dos governos. Homens que nada pediam aos mesmos governos: eles mesmos faziam. Estradas de ferro, canais, teatros, iluminação a gás, iluminação elétrica, hipódromos. O primeiro deste foi inaugurado em 1874 na localidade de São Gonçalo, aproveitando a Estrada de Ferro São Sebastião, inaugurada em 1872, 19 anos apenas depois de que o Barão de Mauá fez correr o primeiro “caminho de ferro” no Brasil, ligando a atual Praça Mauá à raiz da Serra.
Inaugurado em 20 de outubro de 1957, com uma área de 1.410 metros de pista dupla de areia, a externa com 20 metros de largura e 400 metros de excelente reta de chegada. Possuindo tribunas sociais, profissionais e populares, pavilhão de chegada, photochart, alojamento para parelheiros, residências para treinadores, instalação para banho, duchas, treinamentos dos animais e 400 baias. Contendo também o serviço de veterinária e repressão ao “dopping”.
O Jockey Club de Campos gerava 40 empregos diretos e 200 indiretos. Montando em Campos, há cerca de 80 profissionais, entre jóqueis matriculados em Campos e no Rio (os quais vem montar neste Hipódromo) e redeadores, havia também 22 treinadores.
O 1º Presidente do Jockey Club de Campos o Sr. Arthur Cardoso Filho atuou na gestão de 1957 a 1963. Seus sucessores foram:
João Batista Viana Barroso 1963 – 1966
Nilo Pessanha Araújo de Siqueira 1966 – 1973
Amaro Pessanha Gimenes 1973 – 1983
Eduardo Ribeiro Saldanha 1983 – 1991
Luiz César Gama 1991 – 1993
Eduardo Ribeiro Saldanha 1993 – 2003
Orlando Rocha 2003 – 2010
Octávio José Ferreira da Silva  2010 - fechamento
Veja abaixo uma matéria publicada no Jornal Monitor Campista no dia de sua inauguração.
Monitor Campista, 20 de outubro de 1957.
“Após uma batalha de longos anos, os campistas e especialmente os fãs do turfismo, vêem realizado hoje uma velha aspiração, o funcionamento de um hipódromo em nossa cidade”.
Isso acontece depois de uma batalha que sucedeu á existência de 10 outros prados.
À frente dessa arrojada iniciativa está o espírito empreendedor de Arthur Cardoso Filho, coadjuvado pelos senhores: Rubens Venâncio; João Sobral; Rui Ribeiro Gomes; Hervé Salgado Rodrigues e muitos outros que batalham para efetivação dessa obra."
Início das Atividades
"A reunião de hoje no Hipódromo “Lineu de Paula Machado” não é ainda a inauguração desse prado, só do prédio. A inauguração do prado acontecerá quando estiver completamente pronto, lá no “Beco” a pista para as corridas. O Hipódromo “Lineu de Paula Machado” é considerado o 3º maior do país, com certeza uma obra grandiosa e um marco expressivo da iniciativa particular de Campos dos Goytacazes”.

Aeroporto de Campos, Bartolomeu Lisandro, completa 65 anos nesta quinta-feira


Em 19 de outubro de 1952 (há 65 anos) foi inaugurado o Aeroporto de Campos, idealizado pelo deputado federal Bartolomeu Lisandro de Albernaz. Antes desta data, o pouso de aeronaves era efetuado em terrenos pertencentes a Usina Barcelos, na Fazenda Palacete, distante da cidade e com péssimo acesso. Para evitar tais transtornos, surgiu a idéia da construção do aeroclube e futuro aeroporto na Fazenda Bonsucesso, de propriedade do usineiro progressista Bartholomeu Lisandro de Albernaz, de quem a prefeitura adquiriu a área. 
Em 19 de outubro de 1952, às 11:15 horas, aterrisava no Bartolomeu Lisandro uma aeronave de grande porte trazendo autoridades, sendo recebida pelo prefeito José Alves de Azevedo. Em 10 de outubro de 1980 o Ministro da Aeronáutica concede a ARSA (Aeroportos do Rio de Janeiro S/A) a função de administrar e operar o Aeroporto Bartolomeu Lisandro. Em 1987 a Infraero assume a administração por determinação do Ministério da Aeronáutica.
Com o aumento no movimento, o Aeroporto Bartolomeu Lisandro melhorou sua posição em relação ao demais aeroportos da rede Infraero. 
Ainda são números tímidos em relação ao tamanho e importância da cidade e região, porém, o crescimento na movimentação é uma das maiores entre os aeroportos brasileiros e vemos que a movimentação continuará a aumentar muito nos próximos anos, com a chegada de novas empresas para a região. Em outros anos, o aeroporto de Campos figurava entre os menos movimentados.
Características
Área: 949.114,04 m²
Pista
Dimensões(m):1.544 x 45
Terminal de Passageiros
Capacidade/Ano:60 mil
Área(m²): 459
Estacionamento
Capacidade:41 vagas
Estacionamento de Aeronaves
Nº de Posições: 06 posições
Área Pátio: 13,5 mil mª
Rodovia BR 101 Km 05
Trecho Campos/Vitória – Bonsucesso 
Campos dos Goytacazes - RJ
CEP:28070-490 
PABX:(22) 2726-6400
FAX:(22) 2733-1531
Distância do Centro: 7 km
Características:
Sítio Aeroportuário: 957.347,97 m²
Pátio das Aeronaves: 13.500 m²
Pista: 07/25 1.544 x 45m
Estacionamento Capacidade: 50 vagas
Balcões de Check-in: 6 posições
Horário: das 06:00 às 23:00h.
Estacionamento de Aeronaves Nº de Posições: 4 para Asa fixa e 2 para Asa móvel (não possui ponte de embarque) *as posições podem ser alteradas conforme o mix de aeronaves *